Capitão do Santos na última Copa São Paulo de Futebol Júnior, o lateral-esquerdo Paulo Henrique é o entrevistado da semana do Santista Roxo. Com apenas 19 anos, o jogador vive a empolgação de ter sido promovido pelo técnico Muricy Ramalho aos profissionais.
De poucas palavras, mas com futebol eficiente, o lateral foi um dos destaques do Santos na competição. Neste bate-papo, Paulo Henrique contou sobre sua trajetória e dos sonhos que tem para o futuro.
Santista Roxo: Qual o seu nome completo?
Paulo Henrique: Paulo Henrique Soares Pereira
SR: O Santos tem um Paulo Henrique que virou Ganso. Você tem algum apelido?
Paulo: Não, na base sou conhecido como Paulo Henrique
SR: Onde você nasceu?
Paulo: Sou de São Paulo, capital. Nasci na Zona Leste, São Mateus, Jardim Sapopemba. Comecei na Portuguesa, posteriormente vim para o São Paulo e agora o Santos.
SR: Sua primeira experiência foi na Portuguesa?
Paulo: Sim, o primeiro clube que atuei foi a Portuguesa
SR: Quem foi seu primeiro treinador?
Paulo: Na Portuguesa era o Fabinho. Infelizmente perdi seu contato, mas agradeço muito. Até hoje lembro o que ele falava, foram coisas importantes.
SR: Você tinha quantos anos na época?
Paulo: Na Portuguesa joguei dos 9 a 11 anos. No São Paulo, dos 12 até perto dos 16 anos.
SR: Quando você defendeu o São Paulo já existia o CT de Cotia?
Paulo: Quando cheguei ao clube era bem novo, não tinha o CT. Mas participei desta transição e depois morei dois anos em Cotia.
SR: Quem dirigia vocês na ocasião?
Paulo: Silva, Toninho e Bruno Petri.
SR: Você ficou quase cinco anos no Morumbi. Por que o São Paulo não o aproveitou?
Paulo: Porque não houve um acordo e acabei vindo para o Santos. Problema de empresário, não acertaram a parte financeira, algo bem complicado. Quando retornei das férias me trouxeram para o Santos.
SR: E aqui no Santos, quanto tempo de casa?
Paulo: Em fevereiro completarei três anos.
SR: Quem te dirigiu aqui no Peixe?
Paulo: Inicialmente fui comandado pelo Paulo Robson e nos dois anos seguintes pelo Claudinei Oliveira.
SR: Como você está encarando a chance de trabalhar no profissional?
Paulo: Sem dúvida é a melhor oportunidade que já tive desde que comecei a jogar bola. O objetivo é procurar pegar o que há de melhor aqui.
SR: Sua família reside aqui em Santos?
Paulo: Então, os meus pais continuam morando em São Matheus, mas frequentemente estão aqui, me visitam sempre.
SR: Para sua posição o Santos tem apenas o Léo, que deverá parar no final do ano. É sua grande chance?
Paulo: Sem dúvida é uma chance muito importante, mas o maior sonho do garoto é estar aqui para aprender, evoluir, pegar o que o Santos nos proporciona de estrutura.
SR: O Santos tem revelado muitos atletas. O que você pretende fazer para vingar, como ocorreu com Neymar e Ganso?
Paulo: O maior exemplo de todos foi o Neymar, que enfrentou dificuldades, não desceu, evoluiu no profissional. Só que tem atletas, como o Paulo Henrique Ganso, que subiu e, talvez sem uma boa preparação ou por não ser o momento dele, voltou à base. Mas ele nunca desistiu até aparecer o momento certo e voltou para conquistar o seu espaço.
SR: Você tem outros irmãos? E a sua família, como tem convivido com tudo isso?
Paulo: Eu sou filho único. Como a gente brinca, a minha ficha já caiu, mas a dos meus pais está caindo aos poucos. Meus pais estão muito felizes, pois só Deus sabe o que passamos para eu chegar aqui.
SR: Você pode falar das dificuldades?
Paulo: Foram muitas. Aos sete anos eu ia treinar na Portuguesa, no Canindé. Morava na Zona Leste e me deslocava até lá sozinho, meus pais ficavam muito preocupados. Eles sempre procuraram dar o melhor e hoje eu tento retribuir um pouco do que eles fizeram por mim.
SR: Alguém em especial para agradecer, além dos pais?
Paulo: A minha família, em torno de umas 11 pessoas mais próximas, que estão carregando o piano comigo, sempre acreditando desde os nove anos. Como te falei, quando fui para a Portuguesa, nunca deixaram de acreditar, assistindo aos meus jogos nas finais, sempre ao meu lado.
SR: Quero que você deixe uma mensagem para os santistas
Paulo: Estou muito feliz no profissional do Santos. Podem ter certeza que vou trabalhar bastante, me esforçar ao máximo. Vontade da minha parte não faltará em momento algum.
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