Em uma partida dramática, com todos os ingredientes de uma grande final, o Santos superou a ausência do craque Falcão e conquistou pela primeira vez na história o título da Liga Futsal. O Peixe venceu por 3 a 2 no tempo normal e, após empate na prorrogação, superou Carlos Barbosa nos pênaltis por 7 a 6.
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Quase 4 mil pessoas lotaram a Arena Santos nesta terça-feira, empurraram o Santos e presenciaram um grande jogo. Sem Falcão, expulso no primeiro jogo após problemas com a arbitragem, Jackson e Jé, lesionados, o Peixe precisava vencer no tempo normal para forçar a prorrogação, pois havia perdido a partida de ida por 4 a 3.
Do outro lado da quadra estava Carlos Barbosa, tradicional equipe do futsal brasileiro e que tentava se tornar o maior vencedor da história da Liga. Um adversário que fez um grande jogo e valorizou ainda mais a conquista da jovem equipe do Santos, criada há apenas um ano.

Para este confronto histórico, o Santos realizou uma preparação diferente. Os atletas se concentraram no CT Rei Pelé, destinado aos jogadores do futebol, e tiveram palestras motivacionais com Muricy Ramalho, Neymar e o presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro. Conversas que elevaram psicologicamente a equipe para a batalha que viria.
Precisando do resultado, o Santos encurralou o adversário no início de partida e não demorou a marcar. Aos 6 minutos, Neto aproveitou cobrança de falta ensaiada, driblou o marcador e chutou forte para abrir o placar.
Com o Peixe na frente, a partida ganhou em equilíbrio, com grande participação dos goleiros nas boas oportunidades de ambos os lados. No fim do primeiro tempo, uma bobeada da defesa santista permitiu que Sinuê se antecipasse à marcação e empatasse a partida.
A partida ganhou contornos dramáticos no segundo tempo. Após grande jogada de Neto, Pixote recebeu dentro da área e soltou a bomba para marcar o segundo. Mas Rodrigo chutou forte de fora da área para empatar novamente a partida.
Restando 3 minutos para o fim, o Santos precisou se arriscar e apostou em Pixote como goleiro-linha. E foi justamente ele quem fez grande jogada individual que resultou no gol de Deives, que levou a partida para a prorrogação.
O tempo extra foi marcado pelo equilíbrio, com os goleiros garantindo o empate sem gols e levando a partida para os pênaltis. Ambas as equipes marcaram quatro vezes nas primeiras cobranças, mas o reserva Paulo Victor fez a diferença nas alternadas e garantiu a vitória após defender a sétima tentativa de Carlos Barbosa, em chute de Tostão.

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