Caiu a ficha?
Isso é difícil para um santista que só foi ver seu time ganhar algo realmente importante após completar a maioridade. Conseguimos aquilo que até então, somente o time de Pelé e companhia havia conquistado: o título da Copa Libertadores da América.
Tempo
Aos poucos, vou me acostumando com o feito histórico que assisti no estádio do Pacaembu. Mas assim que acabou o jogo, permaneci na arquibancada, atônito, sem saber o que pensar, fazer ou falar. Saí do estádio e lá de cima do morro fiquei assistindo a linda festa santista.
Histórico
Sim, fizemos história. Além do título após quase 50 anos, voltamos à tona na disputa pela soberania que sempre tivemos e que em 2005 foi tomada pelo São Paulo, com a conquista da terceira Libertadores e Mundial. O Santos agora empata no âmbito continental e terá a oportunidade de fazer o mesmo mundialmente, no fim do ano. Em Brasileiros, estamos à frente 8 a 6.
Campanha
O mau começo da equipe quase complicou a campanha santista nessa Libertadores. Mas, como há males que vem para o bem, a saída de Adílson Batista e a chegada de Muricy Ramalho (10 jogos) modificou completamente a postura da equipe, tendo o treinador campeão muita importância na conquista da América.
Outros importantes
Todos os jogadores que estiveram o mínimo em campo, tiveram a sua parcela de contribuição, é claro. Um time não se faz de um ou outro jogador, mas sim de um grupo – que bem orientado e focado no mesmo objetivo, geralmente consegue o que quer.
Durval (14 jogos)
Pelé declarou que para ele, o zagueiro fora o melhor jogador santista na competição. Discordo em partes. Acho que o Durval foi o cara mais regular de toda a equipe. Pouco falhou em todos os jogos e com um time mais preocupado com a defesa, mostrou que as críticas que recebia eram mais por conta de esquema tático que qualquer outra coisa.
Danilo (14 jogos)
Fez, simplesmente, os dois gols mais importantes do Santos em toda a trajetória na Libertadores. O primeiro contra o Cerro Porteño ainda na 1ª fase, quando não tínhamos Elano e Neymar. Um golaço em chute de fora da área, que abriu caminho para a vitória quando não podíamos nem pensar no empate. O segundo, na decisão ante o Peñarol, quando o Santos já vencia, mas que sacramentou o título ao dar tranquilidade à equipe nos minutos finais. O tempo mostrou isso dentro do próprio jogo.
Neymar (13 jogos)
Foi o grande craque do time e de quebra o artilheiro santista na competição. Principal fator de desequilíbrio, foi peça fundamental da equipe em todos os jogos que participou – mesmo no que foi expulso contra o Colo Colo, na Vila, onde marcou um golaço. Craque. Mito. Ídolo.
Adriano (14 jogos)
Entra nesta lista completamente opinativa e subjetiva dos cinco mais importantes (Muricy, Durval, Danilo e Neymar, não necessariamente nessa ordem), muito em face do fator surpresa. Poucos acreditavam que ele pudesse ter chances no Santos este ano – e o cara virou titular e peça fundamental no esquema tático, dando suporte a uma defesa que sofria gols a todo instante.
Os demais
Merecem muito destaque pelo que jogaram, o goleiro Rafael (14 jogos), o lateral Jonathan (7), os ídolos Léo (12) e Elano (12), além do motor do time, Arouca (10), que joga bola demais. PH Ganso (7) que esteve em campo em poucas partidas e Zé Eduardo (13), muito combativo na saída de bola, também tiveram sua importância.
O capitão
Pelo que sempre fez na sua carreira e até no Santos no ano passado, Edu Dracena (13 jogos) deixou a desejar nesta campanha. Não é que não mereça os louros pela vitória. Merece sim, claro. Mas, teve dois erros gravíssimos que poderiam colocar a perder a taça: o pênalti contra o Cerro na Vila ainda na primeira fase e a expulsão na segunda semifinal, contra o mesmo adversário e ambos no último minuto de jogo.
No mais
Parabéns a todos os outros campeões. Os que jogaram: Bruno Aguiar (4 jogos), Bruno Rodrigo (1), Alex Sandro (11), Pará (10), Possebon (5), Alan Patrick (5), Diogo (3), Keirrison (4) e Maikon Leite (6). Além dos que não jogaram: Aranha, Vladimir, Charles, Felipe Anderson e Rychely, que de algum modo, entram para a história. Isso sem falar no Robson, que foi embora!
Valeu a todos! Tricampeões da Libertadores!
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