Vai começar!
Pois é, amigos. Depois de muitos anos de espera, o Santos, o nosso Santos Futebol Clube está de novo na decisão da Copa Libertadores da América. Não é para qualquer um, e depois de passarmos anos de penúria na década de 1990, vamos para a segunda decisão na última década.
Entre os 8
Desde 2002, quando voltou à rotina de disputar títulos e estar na principal competição continental, o Santos participou de seis Libertadores e jamais deixou de se classificar entre as oito melhores equipes da competição. As piores campanhas foram em 2004, 2005 e 2008, quando caímos nas quartas de final.
Semi
Em 2007, chegamos na fase semifinal da competição e apesar de uma campanha excelente, acabamos eliminados pelo Grêmio em função de um gol sofrido em casa, após derrota ocasionada por erros bobos no estádio Olímpico.
Na final
Neste ano, o Santos de Muricy Ramalho, Neymar, Durval e etc, repete a campanha do time de Leão, Robinho, Alex e etc, quando em 2003, chegou à final diante do Boca Juniors, tendo sido derrotado fora e dentro de casa.
Semelhanças?
Sinceramente, não vejo semelhanças entre as duas equipes santistas. Aquele Santos era menos veloz que este, já que tinha Renato e Fabiano no meio de campo, mas tinha mais ímpeto no quarto homem do meio de campo, com Diego, ao contrário de Elano. Este, aliás, desfalcava o time santista na decisão.
Poder de fogo
No ataque, creio que hoje, o Neymar joga mais do que o Robinho jogava na época, mas é inegável a diferença de qualidade do Ricardo Oliveira para o Zé Eduardo. Somando as coisas, aquele ataque era melhor, pois qualquer um dos dois poderia decidir o jogo, como aconteceu em algumas oportunidades.
Segurança
Apesar de toda a regularidade do Durval (quem não concordar que aponte um erro dele na Libertadores) as torres gêmeas formadas por André Luís e Alex estavam em ótima fase e jogaram demais. Embora sofra severas críticas, Pará seria titular daquele time, mas Alex Sandro deixa a desejar – inclusive hoje -, em relação ao Léo. Rafael vive ótima fase e não fica atrás do que jogava Fábio Costa à época.
Postura
A grande diferença deste para aquele time, porém, está no posicionamento tático. Enquanto o Santos de Leão se lançou como louco sobre o Boca na Bombonera, como costumava fazer este mesmo Santos de 2011, o time agora comandado por Muricy Ramalho não corre atrás dos adversários, devido à boa postura do sistema defensivo.
Mérito
Este, aliás, foi o grande mérito de Muricy Ramalho à frente do Santos. O time, com a bola, sabe jogar e já mostrou isso diversas vezes. O que faltava era equilíbrio, tranquilidade para suportar as investidas adversárias. Solucionar este problema, mesmo que estejamos, por vezes, acuados, foi a grande sacada do treinador e o time assimilou bem essa ideia.
Outras diferenças
O clima neste ano também parece ser diferente, pois naquela ocasião, ainda éramos gratas surpresas e entramos sem responsabilidades. Desta vez não, desde o início o projeto era decidir o título e desde este início, somos apontados como favoritos. Patinamos, mas estamos confirmando este favoritismo com o simples fato de decidir a competição.
No mais…
…Semelhanças e diferenças a parte, é um momento único na vida do torcedor santista, como seria na vida de qualquer outro torcedor. Mas, somos nós que temos este privilégio e nós é que temos de torcer muito, enviar vibrações positivas mesmo de longe, para que o time seja amparado por nossa paixão ao Santos Futebol Clube!
Vai pra cima deles Santos! Vai com determinação! Tu que és o glorioso! Visto o seu manto com amor e emoção!
Raoni David tem 26 anos, é jornalista, sócio do Santos e editor do site da Federação Paulista de Futebol.
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