Gustavo Kosha: “A beleza de um jogo que não valeu nada…”

A mim sempre agradaram os jogos como o de domingo último, que de nada mais valem. Os jogos de final de temporada quando não temos mais chances de título. Não quero soar hipócrita, longe disso. Claro que a adrenalina de uma decisão não tem preço, e claro que quero ver sempre o Santos no topo, decidindo títulos, mas sabemos que no futebol nem sempre as coisas são assim e é aí que entra a paixão inexplicável que somente esse esporte pode nos proporcionar.

O que levaria milhares de pessoas à Vila Belmiro em um início de noite frio e chuvoso de sábado? O time não tem mais chances de título e já conquistou sua vaga para Libertadores, então, por que ir até a Vila? Na minha opinião é simples: esses jogos tem um romantismo único. Jogos como este, trazem para as arquibancadas da Vila pessoas que amam o Santos de verdade. É o amor mais sincero dos amores sinceros, porque os que estão ali não querem títulos, não querem festa, não estão ali por nenhum interesse maior do que simplesmente assistir a um jogo do Santos Futebol Clube. Eram pouco mais de 7000 devotos apaixonados que deixaram suas casas e suas famílias por um motivo comum. Por um amor que não tem explicação além da própria paixão.

Antes de falar sobre o jogo abro um espaço para falar do adversário. Perdemos a chance de mais uma vez esse ano matar o dito “imortal”. Sim aquele que várias vezes enterramos vivos na Vila sagrada e que tem como grande conquista e “jogo da vida” um acesso da série B para a série A. Um time que, insisto em dizer, é digno de pena, pois sua torcida sofre de uma falta de personalidade enorme, se sentindo muito mais porteña do que brasileira. É tamanha sua soberba que durante o Hino Nacional Brasileiro cantam a todo pulmão o hino do Rio Grande do Sul. Aliás, deixo aqui a sugestão para que eles sejam banidos do futebol brasileiro e joguem somente o “gauchão”, já que adoram dizer que vivem em “outro país”, na República dos Pampas. Não há nada mais ridículo que esse complexo separatista, mas enfim…

Falando agora do jogo, mais uma vez perdemos um pênalti, tivemos muito mais volume de jogo, muito mais chances, jogamos com um 1 homem a mais desde o primeiro tempo e ainda assim não conseguimos vencer um “freguês” antigo. Coisas do futebol, asssim como é do futebol o amor em estar junto com o time simplesmente pelo prazer de estar. Independente do adversário, do jogo, do que se disputa e até mesmo dos que vestirão a nossa camisa, assistir o Santos jogar é, e sempre será, um orgulho que nem todos podem ter.

 
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Comentários (2)

  1. Iago Santistaa quarta-feira - 17 / 11 / 2010
    http://espnbrasil.terra.com.br/santos/noticia/160351_EM+ENTREVISTA+NEYMAR+AFIRMA+QUE+PODE+DEIXAR+O+SANTOS+EM+JANEIRO Ai seria o fim de todas as expectativas pra liberta pra nós.
  2. Iago Santistaa quarta-feira - 17 / 11 / 2010
    Minhas fontes dizem que o time que enfrenta, hoje, o Vasco no amistoso: Rafael; Maranhão, B.Aguiar, Vinícius e Alex Sandro; Brum, Possebon, Danilo e A.Patrick; Keirrison e Madson. O mais incrivel é que parece que esqueceram o Moisés em algum lugar, o cara nunca é escalado, fica no banco e nao entra... Jogar com 3 volantes contra o time reserva do vasco é f... Santa burrice Pardallote,tem horas que da raiva dele.

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