O ex-presidente do Santos, Marcelo Teixeira, tem o estádio da Vila Belmiro sob penhora. A decisão é uma garantia exigida pela Justiça por conta do não pagamento de uma dívida R$17,5 mi, cobrada pelo próprio, referentes aos empréstimos realizados em sua gestão.
Luciano Moita, diretor jurídico do Santos, esclareceu a decisão. “A Vila foi penhorada apenas como garantia de pagamento. Agora a gente vai resolver na Justiça”, afirmou.
Marcelo Teixeira, cujo balanço financeiro do biênio 2008/09 não foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do clube, apelou judicialmente por alegar não ter sido ressarcido de um empréstimo de R$ 15 milhões junto ao Banco Safra. A diferença da quantia exigida corresponde aos juros.
Mesmo vendendo toda a geração que encantou o país em 2002 (e que já estavam no clube antes do início de seu mandato – Diego e Robinho, por exemplo, chegaram em 1996 e 1999, respectivamente), o ex-presidente precisou de empréstimos bancários para amenizar o déficit financeiro que assolou sua administração.
Em campanha pela presidência do clube, no último ano, Teixeira reforçou por inúmeras vezes a ideia de que por nove anos o Santos teve uma administração “europeia”, modelo para outros clubes.
Disse ainda, num programa de TV da emissora de sua família que, se fosse administrado de outra forma se não a sua, o alvinegro não teria forças para voltar à elite do futebol brasileiro, se rebaixado à Série B.
Ao quitar a dívida exigida por Teixeira, a atual diretoria deve se ver forçada a utilizar parte de valores que, a princípio, poderiam ser gastos em outras instâncias, como reforços para a Libertadores e melhorias na estrutura do clube.
Uma das peças fundamentais para a compreensão do imbroglio, porém, permanece em sigilo. Uma auditoria feita pelo clube no início do ano, para avaliar a situação deixada por Marcelo Teixeira ao final de seu mandato, ainda não foi divulgada.
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