Manoel Venceslau: “Focados nas batalhas”

Focados nas batalhas

É chegada a hora do “mata ou morre”. Após três derrotas consecutivas na retomada do Brasileirão, digamos que na Vila Belmiro as coisas não estejam tão tranqüilas assim. Ainda que a magra vitória no clássico frente ao SPFC tenha amenizado a fervura e, por certo, dado maior ânimo à tropa para as batalhas que se avizinham.

A conquista da Copa do Brasil, no momento, é o objeto do desejo das mentes e dos corações alvinegros. Um atalho imediato para a trilha da terceira estrela. Feito que assume maior significado devido possibilitar menores traumas na governabilidade santista. Pois, ao mesmo tempo em que motivará glória e festa, o título desarmará mecanismos e artefatos sombrios, e, também, projetará um melhor cenário para a captação de recursos e a sustentabilidade do projeto em curso.

No tocante à preparação para as partidas decisivas ficou claro que o “pit stop” da intertemporada não produziu os efeitos desejados. Agora Dorival Júnior e seus comandados terão que “azeitar a máquina” em pleno movimento e no olho do furacão. Medidas e atitudes de motivação e união do elenco foram tomadas, fatores de risco no ambiente interno e nos flancos externos foram avaliados, resta ir à luta nas quatro linhas. Atletas e dirigentes parecem confiantes e prontos: Alea jacta est !

Santistismo e Santisticidade

Já no âmbito da torcida, a organização de caravanas, apitaços, palavras de ordem e a certeza da Vila lotada. Apoio e incentivo não faltarão. Por óbvio, de uma parcela dos torcedores com maior exaltação e pressão, outra de maneira mais comedida. Fato importante é o de que no afã de ajudar, que não seja prejudicado o desempenho da equipe.

Dois níveis de conduta movem e entrelaçam as ações, o que não implica que um seja mais santista do que outro. O santistimo caracterizado pelo amor e paixão ao time, centrada na visão abstrata de que não importa quem esteja no comando, o que vale é o time vencer. Mínima importância tem os métodos, as formas, o que vale é o Santos no topo.

Uma das frases vocalizadas pelo santistismo é a de que Acima de tudo sou SFC, não tenho partido, nem interesse de grupo, nem de torcida organizada”. Salvo raras exceções, a interpretação possível é a de que, a pretexto de se pregar a união e o bem geral da nação santista e exaltar a ética e o purismo nas relações, o resultado concreto é o da dispersão e do individualismo.

De maneira a não isolar, muito pelo contrário, a santiscidade se constitui a partir da percepção e profundidade relacionadas com o efetivo exercício da cidadania santista. Não basta ser torcedor e sócio. A visão e a compreensão tem um sentido mais concreto e amplo, o de que nenhuma instituição, em tempo ou lugar algum, se move ou avança sem que lideranças se unam em grupos e desenvolvam o bom e necessário combate. Onde, acima de restritos interesses estejam ações e projetos que apontem e construam o adiante.

Com técnica e disciplina, avante Peixe!

 
Adicionar um comentário

Comentários (4)

  1. nevespc@yahoo.com.br terça-feira - 03 / 08 / 2010
    Coitadinho do tal do goleiro Felipe. Tão cedinho já foi para a reserva e com tais declarações, no mínimo, equivocadas sobre a vida, não deverá ir muito além do Jabaquara ou talvez da Portuguesa Santista. E isso que o moço tem como exemplo a seguir nada mais do que Edson Arantes do Nascimento. Mas, parece mesmo que seus mentores são Bruno, Wagner Love e Adriano, entre outros.
  2. nevespc@yahoo.com.br segunda-feira - 02 / 08 / 2010
    Não tenho mais dúvidas depois de ontem. O Dorival é mesmo um treinador suicida. Que capacidade ele tem de desmontar o time e quase entregar os jogos. É incrível!! E isso que ontem ele não inventou os Marcel e Roberto Brum da vida.
  3. nevespc@yahoo.com.br sexta-feira - 30 / 07 / 2010
    Acho que temos tudo para ganhar a Copa do Brasil. Mas, se não tivermos seriedade, podeeremos deixar escapar este título como quase aconteceu no Paulistão. Neymae é um "monstrinho da bola" mas parece que a fama subiu-lhe muito cedo para a cabeça. O André parece que está mais com a cabeça na Ucrânia do que no peixe. O Dorival tem tudo para ser um bom técnico, mas parece um suicida em apostar suas fichas em Marcel. Pelo amor de Deus, ele é um jogador para os últimos 15 minutos, no máximo, se o jogo precisar ir para o desespero. É um jogador que só pode dar certo se o esquema tático for todo para ele, senão é o que estamos vendo! O time do Vitória não é uma má equipe, portanto temos de deixar de lado o "salto alto" e o "egoísmo" que tem marcado o time ultimamente quando sempre que podemos matar o jogo, alguém quer ser preciosista e joga fora o gol ao invés de dar o passe para o companheiro melhor colocado.
  4. Erato terça-feira - 27 / 07 / 2010
    "... o título desarmará mecanismos e artefatos sombrios, e, também, projetará um melhor cenário para a captação de recursos e a sustentabilidade do projeto em curso." É lamentável PENSAR que diante de um trabalho ainda tão "embrionário" e de tão animadoras PERSPECTIVAS existam esses "artefatos" armados e que o título seja CONDIÇÃO para a desativação (temporária, por certo). Contudo, não é difícil concordar com o amigo. Então que venha o título. E que venham novos recursos para que esse PROJETO de revitalização da marca SANTOS obtenha pleno êxito. Abraços.

Adicionar um comentário

Você deve estar logado para postar um comentário.