Focados nas batalhas
É chegada a hora do “mata ou morre”. Após três derrotas consecutivas na retomada do Brasileirão, digamos que na Vila Belmiro as coisas não estejam tão tranqüilas assim. Ainda que a magra vitória no clássico frente ao SPFC tenha amenizado a fervura e, por certo, dado maior ânimo à tropa para as batalhas que se avizinham.
A conquista da Copa do Brasil, no momento, é o objeto do desejo das mentes e dos corações alvinegros. Um atalho imediato para a trilha da terceira estrela. Feito que assume maior significado devido possibilitar menores traumas na governabilidade santista. Pois, ao mesmo tempo em que motivará glória e festa, o título desarmará mecanismos e artefatos sombrios, e, também, projetará um melhor cenário para a captação de recursos e a sustentabilidade do projeto em curso.
No tocante à preparação para as partidas decisivas ficou claro que o “pit stop” da intertemporada não produziu os efeitos desejados. Agora Dorival Júnior e seus comandados terão que “azeitar a máquina” em pleno movimento e no olho do furacão. Medidas e atitudes de motivação e união do elenco foram tomadas, fatores de risco no ambiente interno e nos flancos externos foram avaliados, resta ir à luta nas quatro linhas. Atletas e dirigentes parecem confiantes e prontos: Alea jacta est !
Santistismo e Santisticidade
Já no âmbito da torcida, a organização de caravanas, apitaços, palavras de ordem e a certeza da Vila lotada. Apoio e incentivo não faltarão. Por óbvio, de uma parcela dos torcedores com maior exaltação e pressão, outra de maneira mais comedida. Fato importante é o de que no afã de ajudar, que não seja prejudicado o desempenho da equipe.
Dois níveis de conduta movem e entrelaçam as ações, o que não implica que um seja mais santista do que outro. O santistimo caracterizado pelo amor e paixão ao time, centrada na visão abstrata de que não importa quem esteja no comando, o que vale é o time vencer. Mínima importância tem os métodos, as formas, o que vale é o Santos no topo.
Uma das frases vocalizadas pelo santistismo é a de que “Acima de tudo sou SFC, não tenho partido, nem interesse de grupo, nem de torcida organizada”. Salvo raras exceções, a interpretação possível é a de que, a pretexto de se pregar a união e o bem geral da nação santista e exaltar a ética e o purismo nas relações, o resultado concreto é o da dispersão e do individualismo.
De maneira a não isolar, muito pelo contrário, a santiscidade se constitui a partir da percepção e profundidade relacionadas com o efetivo exercício da cidadania santista. Não basta ser torcedor e sócio. A visão e a compreensão tem um sentido mais concreto e amplo, o de que nenhuma instituição, em tempo ou lugar algum, se move ou avança sem que lideranças se unam em grupos e desenvolvam o bom e necessário combate. Onde, acima de restritos interesses estejam ações e projetos que apontem e construam o adiante.
Com técnica e disciplina, avante Peixe!
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