Pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, Santos e São Paulo se enfrentaram na Vila Belmiro e apesar de ambas as equipes procurarem despertar na competição, fizeram uma partida bastante morna e sem muita emoção. Gol apenas em um vacilo do zagueiro Renato Silva do São Paulo que anotou contra. De todo o Santos volta a vencer em momento importante e se aproxima do G4.
Dos titulares, Dorival Júnior poupou apenas o atacante Robinho e o meio-campista Wesley. A principal surpresa na escalação era a utilização do lateral-direito Danilo no meio de campo, ao passo que Marquinhos retornava à equipe.
Com as cabeças na Copa do Brasil e na Taça Libertadores da América, Santos e São Paulo iniciaram o clássico de forma muito lenta, sem arriscar tanto. Assim, o primeiro lance de maior perigo só aconteceu aos oito minutos, quando Maranhão arriscou de fora da área. O chute forte foi para fora, mas assustou o goleiro Rogério Ceni.
Três minutos depois, porém, aconteceu o principal lance do primeiro tempo. Marquinhos bateu falta da entrada da área. O chute forte passou pela barreira de santistas e Rogério Ceni pegou e deu rebote. Neymar encheu o pé para marcar e Ceni fez defesa espetacular. O lance, porém, estava parado apontando impedimento do atacante santista.
Aos 20 minutos, o Santos chegou com perigo em tabela de Marquinhos, Marcel e Neymar. O garoto santista chutou após receber do camisa nove, mas a bola subiu demais. O time de Dorival Júnior era quem procurava mais o ataque, mas tinha dificuldade em superar a numerosa defesa rival.
O São Paulo controlou bem o ímpeto santista e só chegou com perigo aos 35 minutos, quando Richarlyson desceu pela direita, cortou para o pé esquerdo e bateu para a segura defesa de Rafael. O goleiro ainda trabalharia em outros momentos, como aos 44 minutos em chute de Marcelinho Paraíba.
Sem mudanças para o segundo tempo, o São Paulo começou assustando logo no primeiro minuto quando Rogério cobrou bem uma falta na entrada da área. Apesar da cobrança no lado do goleiro, na tentativa de surpreendê-lo, Rafael foi bem e fez a defesa. O Santos respondeu aos cinco minutos, com PH Ganso fazendo a jogada de pivô para Marquinhos bater forte, mas para fora.
Disperso, o Santos errava demais na saída de bola e o São Paulo tentava se aproveitar disso. Aos oito minutos com Marcelinho Paraíba cobrando falta perigosa defendida por Rafael. O ataque santista respondeu quatro minutos mais tarde com Marcel aproveitando cruzamento de Alex Sandro. A cabeçada não saiu tão forte e Rogério pegou.
O gol que parecia tão difícil de sair, aconteceu aos 15 minutos da segunda etapa. Marquinhos cobrou falta da direita e no meio da bagunça da área, o zagueiro Renato Silva tocou a bola com o peito e a viu morrer mansa dentro do gol: 1 a 0 para o Santos na Vila.
Logo após o gol, o time santista tentou exercer certa pressão para ampliar a vantagem, mas não obteve sucesso. Dorival aproveitou para tirar Marquinhos, colocando Breitner no lugar. Aos poucos, o São Paulo equilibrava a partida, buscando a resposta para o gol santista.
O time da Vila, porém, não estava morto no jogo e aos 25 minutos, deu espetáculo. PH Ganso lançou Neymar em um lindo passe de letra. O camisa 11 santista repetiu o lance e também de letra tocou para Danilo dentro da área. Na finalização, o volante santista mandou a bola para fora.
Em busca do gol de empate, o São Paulo teve o lance mais agudo aos 31 minutos do segundo tempo quando Marcelinho Paraíba cobrou outra falta perigosa. Desta vez Washington estava na área para complicar ainda mais a vida de Rafael. O leve toque de cabeça do atacante mandou a bola no travessão. Alex Sandro falhou ao tentar tirar e assustou. Logo em seguida Zé Love entrou no time santista para a saída de Neymar. Com câimbras, Danilo saiu para a entrada de Wesley.
Tendo a posse de bola no final da partida, o Santos até teve a possibilidade de ampliar e fechar o placar da partida, mas não o fez. Menos mal que o São Paulo não conseguia reter a bola e consequentemente, não assustava tanto. Ficou a bronca, porém, por objetividade em alguns momentos do jogo. Aos 46, na última oportunidade, Maranhão chutou mal, para fora.
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